domingo, 29 de junho de 2014

MiniFic - Love You 'Till The End (Lunafly)

Os dois amigos estavam deitados no quintal embaixo de uma árvore jogando conversa fora, quando o menino disse: 
- , qual o seu maior medo? - perguntou pra menina de grandes olhos cinzas.
- Nenhum - disse simplesmente, enquanto brincava com os cabelos extremamente castanhos do garoto. 
- Claro que você tem, ! - bufou irritado - Você é uma menina, né? Meninas são medrosas – respondeu, dando de ombros. 
- Eu não sou qualquer menina e você sabe que o medroso aqui é você - disse se levantando - Agora vamos parar de papo e vamos brincar - disse e saiu, correndo sendo seguida pelo amigo. 

(...)


- Ai, tá bom Teo, você ganhou - disse a menina, já suada de tanto correr.
- Ei, vocês dois, venham tomar um banho e dormir - gritou a mãe de Shin. 
- Como eu vou tomar banho se eu não trouxe roupa? - perguntou a menina, envergonhada. 
- Você é bem burra, hein ? Tem roupa sua aí – disse, indo em direção à entrada da casa - Garota mais lerda, meu Deus - falou pra si mesmo enquanto abria a porta e esperava a amiga. 
- Ei, eu ouvi, seu babaca. 
- Era pra ouvir mesmo. 
- Idiota. 
- Chata. 
- Feio. 
- Olha quem fala, a rainha da beleza - disse enquanto fazia reverência. 
- Nossa, vocês na mesma hora que estão na paz já estão brigando, hein? - disse a mãe de Shin saindo da cozinha - Agora tratem de subir e tomar um banho, os dois. E , não se preocupe que tem roupa sua aqui, querida. 
- Eu disse, ela que é tonta - resmungou Shin, enquanto subia as escadas, fazendo a mãe rir e a amiga fazer bico. 

Alguns anos depois 

- Anda logo, , parece que vai casar. Meu Deus, é só um baile - Shin gritou para a amiga, que ainda terminava de se arrumar para o baile.
Ele a levaria, pois a garota não tinha encontrado nenhum par para o baile, diferente dele, que foi convidado pela metade da população feminina da escola.
- Meu Deus, como é chato - disse aparecendo no topo de escada.
Seria muito clichê dizer que ele perdeu a fala no instante em que olhou pra ela? 
vestia um vestido azul escuro que ia até um pouco acima dos joelhos, os cabelos estavam em uma trança escama de peixe e a maquiagem impecável. É, a espera tinha valido a pena. 
- Vai ficar me olhando com essa cara de bobo até quando? - ela perguntou, e ele percebeu que ela estava corada. 
- Anda logo chata, já estamos atrasados demais – disse, pegando a mão da garota e a levando consigo até o carro – Ah, e a propósito, você está linda – disse, abrindo a porta para ela. 
- Eu sei! 
- Por isso que eu não elogio, garota convencida do caralho - disse dando partida e indo em direção ao baile. 
Algumas horas mais tarde e Shin tinha sumido, deixando completamente abandonada na mesa. A última vez que ela o viu, ele estava com a Ashley, uma garota fútil que não gostava. 
- Buu! - Shin disse, assustando a menina que estava distraída. 
- Porra, Shin, quer me matar do coração? - perguntou a menina com a mão no coração. 
- Hahaha, você tinha que ter visto a sua cara, foi muito engraçada. 
- Ah, quer saber Shin? Eu podia ter ficado em casa, você sumiu, me deixou aqui sozinha, e quando aparece fica fazendo essas brincadeiras, e você sabe que eu odeio isso - Ela disse magoada, ele parou de rir e viu que a amiga estava mesmo triste.
Ele se sentiu culpado por tê-la deixado sozinha quase o baile todo, mas eles ainda tinham tempo para uma última música. 
Ele se levantou novamente, a fazendo bufar. Se soubesse que ficaria sempre sozinha, era melhor ter ficado em casa, pelo menos poderia ver um filme. Alguns minutos depois, ela ouviu a introdução de uma música conhecida e sentiu um pequeno cutucão no braço, era Shin. 
- Vem , dança comigo! 
- Idiota - disse enquanto os dois caminhavam em direção ao centro da pista.
(Play na música)

I just want to see you
When you're all alone
I just want to catch you if I can
I just want to be there
When the morning light explodes
On your face it radiates
I can’t escape
I love you till the end

Eu apenas quero ver você
Quando estiver completamente sozinha
Eu apenas quero pegar você se eu puder
Gostaria apenas de estar lá
Quando a luz da manhã explode
Em seu rosto e se irradia
Eu não posso escapar, mas
Eu te amo até o fim


Eles começaram a dançar sem se importar com as outras pessoas, naquele momento era somente eles, num mundo só deles. 

I just want to tell you nothing
You don’t want to hear
All I want is for you to say
Why don’t you just take me
Where I've never been before
I know you want to hear me
Catch my breath
I love you till the end
I love you till the end
I love you till the end 

Eu só quero lhe dizer nada que
Você não quer ouvir
Tudo o que eu quero é que você me diga
Porque você não me leva para
Onde eu nunca estive antes
Eu sei que você quer me ouvir
Pegar meu fôlego, pois
Eu te amo até o fim
Eu te amo até o fim
Eu te amo até o fim


Eles se mexiam de uma forma lenta, sentiam que naquele momento eles pertenciam um ao outro, como sempre foi. 
estava com a cabeça no peito de Shin, e o garoto a apertava cada vez mais contra si, como se tivesse medo de perdê-la, o que era uma bobagem, porque mesmo sem saber, ela pertencia a ele, assim como ele pertencia a ela .

I just want to be there
When were caught in the rain
I just want to see you laugh not cry
I just want to feel you
When the night puts on its cloak
I'm lost for words don’t tell me
'Cause all I can say
I love you till the end
I love you till the end
I love you till the end 

Eu só quero estar lá
Quando nós formos pegos na chuva
Eu só quero ver você rir e não chorar
Eu apenas quero que você sinta
Quando a noite nos coloca sobre o seu manto
Eu estou perdido pelas palavras não me diga
Porque tudo o que posso dizer é que
Eu te amo até o fim
Eu te amo até o fim
Eu te amo até o fim


levantou a cabeça, e no instante em que seus olhos encontraram com os de Shin, ela sentiu o coração disparar como nunca antes. 
- I love you till the end - Ele cantou olhando nos olhos dela e então selou os lábios nos dela, e saiu em seguida, deixando a garota confusa no meio da pista. 

(...)


Nenhum dos dois disse nada sobre a noite do baile. Depois de deixar paralisada na pista, Shin, que estava confuso, foi encontrar com Ashley e os dois acabaram ficando naquela noite. preferiu esconder o que tinha sentido e foi embora. Eles se encontraram no dia seguinte e agiram como se nada tivesse acontecido. 
- Ei , você vai à festa da Maggie? - perguntou o garoto para a amiga.
Já haviam se passado 3 meses desde o baile e Shin agora estava namorando. 
- Não sei Shin, você sabe muito bem que ela não gosta de mim - disse dando de ombros. 
- Sabe, eu também não tô muito a fim de ir, mas como a Maggie é a melhor amiga da Ashley, eu vou ter que ir com ela - ela sentiu uma pontada no coração ao ouvir o garoto falar o nome da namorada. Não, não era ciúmes... era? 
- Hm, eu não vou. 
- Bom, então fique aí que eu tenho que ficar bem gato hoje à noite. 
- Credo Teo, que coisa mais gay. 
- Baby, você deseja o meu corpo nu que eu sei - disse rebolando de um jeito estranho enquanto passava as mãos pelo corpo. 
- Ok, senhor sexy, vai lá. 
- Tem certeza que quer ficar sozinha? - ele disse preocupado.
Era isso que ela mais amava nele, o jeito que ele cuidava dela. Pena que ele não sentia o mesmo por ela... Ela assentiu, então ele se foi.

Amanda POV ON

Depois que o Shin foi pra tal festa com a namoradinha chata dele, eu decidi pedir uma pizza. Minha mãe tá viajando, e fazer comida estava fora de cogitação. Depois de comer igual a uma desesperada, fui para o meu querido quarto pra ver um filme e acabei escolhendo As Vantagens de Ser Invisível(n/a: Amo esse filme, super recomendo) e acabei pegando no sono. 
Acordei assustada com a porta do meu quarto sendo aberta. e quando eu fui ver, era Shin. 
- , tá acordada? – perguntou, se sentando na ponta da minha cama. 
- Bom, agora eu to, né – disse, rindo ironicamente. Um fato: odeio que me acordem. 
- Foi mal te acordar, mas chega pra lá - disse enquanto se deitava de frente pra mim e me empurrava para o canto. 
Ficamos um tempo em silêncio, enquanto eu mexia em seu cabelo maravilhosamente macio e olhava em seus incríveis olhos castanhos. 
- Ei, o que aconteceu que você tá tão calado? A festa não tava boa? 
- Hm, eu não sei, eu não fui. 
- Uai, mas e a Ashley? Você não ia ir com ela? 
- Eu terminei com ela, - ele disse e deu um suspiro alto.
Ao ouvir isso, meu coração começou a bater extremamente rápido e eu fiquei com medo de que ele pudesse ouvir. 
- Por quê? 
- Eu gosto de outra menina - Toma na cara, , quem mandou ser curiosa? Agora aguenta. 
- Hm... Er... Eu conheço? - perguntei como quem não quer nada. 
- Melhor que ninguém - Fiquei confusa. 
- Quem? - eu perguntei confusa. 
- Você, ! É você que eu amo - ele disse como se fosse a coisa mais natural do mundo, e eu fiquei totalmente sem reação.
Então o menino por quem eu era apaixonada também me amava? Espera, será que eu estou mesmo acordada? E se eu estiver dormindo ainda? 
Me assustei quando ele soltou uma risada baixa e começou a se aproximar, eu sorri de lado e fechei os olhos ao sentir ele passar o polegar pelo meu rosto, abri os olhos novamente e ele me encarava profundamente com aqueles olhos castanhos que eu tanto amava, senti seus lábios se chocarem contra os meus numa urgência sem igual e fechei os olhos novamente. 
Sua língua roçou de leve no meu lábio inferior, num pedido mudo por passagem e eu cedi, o beijo ficou mais intenso e ele se deitou em cima de mim. me fazendo rir. 
- Você tem certeza? Porque se eu seguir em frente, vai ser difícil parar depois - disse olhando nos meus olhos e eu me limitei a sorrir e concordar com a cabeça. 
Ele desceu os beijos para o meu pescoço, ora mordia, ora chupava, e aquilo me deixava arrepiada. Soltei um gemido baixo ao senti-lo morder minha orelha e ele deu um riso abafado. Minutos depois, já não havia mais uma peça de roupa entre nós e logo nós éramos apenas um. Shin se movimentava rápido, e o único som que podia se ouvir no quarto eram os nossos gemidos. 

- Bom dia, dorminhoca - Shin disse sorrindo assim que eu abri meus olhos, senti meu rosto esquentar. 
- Bom dia - disse envergonhada e ele riu. 
- Ah, não vai me dizer que está com vergonha? 
- Ai Teo, você é um chato, sabia? 
- E você me ama – disse, me beijando e levantando logo em seguida – Anda, vamos tomar um banho pra gente ir tomar um café.
- Sério mesmo? Tipo, e aquele clichê todo de café na cama? Não tem? – perguntei, fazendo cara de tédio, e ele riu. 
- Sinto muito acabar com a sua alegria, mas não vamos ter café na cama, agora levanta logo – disse, entrando no banheiro. 

- Feliz aniversário, amor - eu disse, entrando no quarto de Shin. Já tinha se passado 3 meses e nós estávamos namorando. 
- Obrigado, princesa - disse e me beijou logo em seguida. 
- E aí, o que você quer fazer hoje? Já que é seu aniversário, eu deixo você escolher, ok? 
- Hoje eu tô a fim de ficar o dia todo com a minha namorada – disse, me puxando pela cintura e beijando meu pescoço. 
- E ela vai aceitar isso? Vai que ela tem algo mais importante pra fazer? - eu disse, arqueando uma sobrancelha, ele soltou uma gargalhada. 
- Tenho certeza que não. 
A festa foi na minha casa. Como eu sabia que seria muito difícil eu tirá-lo de casa, arrumamos tudo na minha mesmo. 
- E aí, tá gostando da festa? - eu disse, me sentando ao lado dele e lhe dando um selinho. 
- Muito, amor, você me enganou direitinho, né? Safada – disse, me agarrando pela cintura, e eu soltei uma gargalhada. 
A festa acabou perto das 5 da manhã, e depois que todos foram embora, eu e Shin tivemos nossa comemoração particular, se é que me entendem. 

...


Sabe quando sua vida desmorona na frente dos seus olhos e você não pode fazer nada? Bom, foi exatamente isso que aconteceu. Hoje faz duas semanas que minha vida tem sido a sala de um hospital. Bem que dizem que quando tudo está dando certo, algo sempre vai dar errado. Há duas semanas... 

Flashback On 

Eu acordei assustada e com um aperto no peito, levantei, fiz minha higiene pessoal e desci até a cozinha, encontrei minha mãe preparando o café. 
- Bom dia, filha – disse, me dando um beijo no rosto. 
- Oi mãe - disse desanimada. 
- Ei, que carinha é essa? – perguntou, se sentando ao meu lado. 
- Eu não sei mãe, acordei com um aperto estranho no peito, sabe? 
- Isso é coisa da sua cabeça, amor – disse, me abraçando – E além do mais, Shin ligou e disse pra você ir até a casa dele. 
- Ué, por que ele não ligou pro meu celular ? 
- Ele disse que ligou, mas com esse sono que você tem, você nem atendeu.
- Hm... Bom, então eu vou subir e tomar um banho pra ir até lá, depois que eu comer essa panqueca, é lógico - eu disse e minha mãe gargalhou.
Depois do café, eu tomei um banho rápido e fui pra casa de Shin. Quando ia tocar a campainha, a porta se abriu e eu tomei um susto, e a Sra. Taeho riu baixinho. 
- Bom dia, querida - disse me abraçando. 
- Bom dia, Sra. Taeho, o Shin tá aí? 
- Tá sim, querida. Bom, eu vou ao mercado e já volto, então entre, você já conhece a casa, né?! - disse e saiu.
Fui em direção ao quarto que eu tanto conhecia e quando abri, me deparei com Shin acabando de fechar a calça, ele estava sem camisa e tinha os cabelos molhados, e cantarolava alguma música desconhecida por mim. Quando ele me viu, levou um pequeno susto. me fazendo rir. 
- Que linda, chega aqui na calada e me dá um susto, e ainda ri? Que mau - ele disse me puxando pela cintura e me beijando de leve. 
- O que você queria falar comigo, hein? – perguntei, me separando dele. 
- Não é nada de mais, é que o Chaz me ligou e pediu pra eu levar uns trabalhos da facul pra ele terminar – disse, vestindo uma camisa preta. 
- Chaz, amor? Mas ele mora praticamente do outro lado da cidade - eu disse, sentindo aquele aperto no peito aumentar. 
- É coisa rápida, , eu só vou ir lá entregar o trabalho e volto - ele disse, se sentando ao meu lado na cama. 
- Mas eu não quero que você vá, Teo, não hoje - eu disse baixo e senti algumas lágrimas descendo pelo meu rosto, e eu nem sabia o motivo, ou talvez o motivo fosse aquele aperto insuportável no meu peito. Ele me abraçou forte e enxugou minhas lágrimas. 
- Ei , amor, olha pra mim - ele disse, levantando meu queixo para que eu pudesse olhar nos olhos dele - Para com essa bobeira, não precisa chorar, eu já fui na casa do Chaz tantas vezes, amor, eu vou voltar rapidinho, ok? Só pra ficar agarradinho em você – disse, me apertando e mordendo a minha bochecha e eu ri - Eu volto pra você, amor. 
E naquela madrugada, meu telefone tocou e eu soube que ele não voltaria. Naquela maldita noite, por causa de uma maldita chuva, e um maldito caminhão sem freio, ele não voltou... 

Flashback Off

- , minha querida, vá pra casa descanse um pouco, já basta o meu filho nessa cama de hospital - a Sra. Taeho disse com os olhos marejados, e eu me senti egoísta por estar fazendo-a sofrer também. Me levantei e dei um abraço apertado nela. 
- Ele vai ficar bem, , ele não seria louco de partir e deixar você - ela disse, dando um sorriso sem graça. 
- Eu sei que não vai. 
Fui em direção à minha casa, fazia mais de uma semana que eu não ia ali, eu tomava banho no hospital, comia - ou melhor, tentava comer - no hospital, eu simplesmente parei minha vida. 
Abri a porta e me deparei com a minha mãe jogada no sofá vendo desenho. Dei uma risada baixa, mas ela ouviu e se virou assustada. 
- Meu amor, que saudades - disse me abraçando (lê-se: esmagando). 
- Oi mãe - eu disse, dando um sorriso triste, e ela passou as mãos pelo meu rosto e me abraçou mais forte, e eu não consegui segurar e comecei a chorar.
- Ai mãe, tá doendo tanto ver o meu Teo naquela merda de hospital e não poder fazer nada - eu disse, chorando cada vez mais alto. 
- Shiii, calma meu amor, eu sei que tá doendo e eu sei o quanto você ama aquele garoto, mas nesse momento a única coisa que nós podemos fazer é rezar e pedir à Deus que tudo dê certo, amor. 
- Eu daria tudo pra trocar de lugar com ele, mãe - eu sussurrei baixinho, e senti minha mãe me apertar mais. 
- E eu ficaria como, filha? - disse também chorando. 
- Desculpa mãe, não queria te fazer chorar. 
- Tudo bem filha, mas agora sobe e toma um banho, porque você tá fedendo – disse, fazendo uma falsa cara de nojo, e eu dei uma gargalhada. 
- MÃE! 
- Brincadeira, mas vai tomar o banho, ok? – disse, e beijou minha testa.
Depois de tomar um bom banho, eu saí do banheiro e fui procurar algo pra vestir. Encontrei uma camisa do Shin e vesti, ela tinha o cheiro dele, e isso fez meu coração ficar ainda mais apertado. Vesti um short de lycra e fui dormir. 
Acordei no outro dia com uma dor de cabeça insuportável, desci pra tomar remédio e encontrei um bilhete em cima da bancada. 

Fui ao mercado e já volto, tem torta no forno e suco na geladeira, é pra você comer, ok?
Te Amo 


Depois de comer a torta e beber o meu suco, que estava maravilhoso, fui trocar de roupa para ir ao hospital novamente. Vesti uma calça justa preta e uma camisa dos Ramones, e uma sapatilha azul. 
Cheguei ao hospital e estranhei quando não vi a Sra. Taeho sentada como de costume. Um pequeno desespero tomou conta de mim, e quando eu estava indo em direção à recepção para pedir informação, vi a minha sogra saindo de um corredor com o rosto banhado em lágrimas, o meu coração disparou e eu corri até ela. 
- Sra. Taeho, o que aconteceu? O meu Teo, aconteceu alguma coisa com ele? - eu perguntei, já chorando. Ela olhou pra mim e me abraçou. 
- Ele piorou , o meu Shin - e naquele momento, o resto do meu mundo caiu e eu senti meu coração se quebrar mais ainda. 
- É mentira, não é? PELO AMOR DE DEUS, ME DIZ QUE É MENTIRA - eu entrei em desespero e a Sra. Taeho me apertou mais ainda naquele abraç,o como se ela quisesse tirar toda aquela dor de mim. Após a minha crise de choro, a Sra. Taeho chamou o médico e ele me explicou tudo o que tinha acontecido com Shin, e a cada palavra que ele dizia, meu coração afundava mais em meu peito. 
A única coisa que passou pela minha cabeça naquele momento, era que eu precisava sair dali o mais rápido possível, e foi o que eu fiz. 

Uma semana depois

Shin Taeho P.O.V ON

Senti uma luz forte no meu rosto e por impulso, coloquei a mão sobre o meu rosto. Sentia meu corpo todo dolorido e quando olhei para o lado, minha mãe estava deitada, dormindo numa cadeira. 
- Mãe? - chamei e ela acordou assustada, e quando me viu, veio correndo em minha direção, e me abraçou. 
- Graças a Deus você acordou – disse, me apertando, e eu soltei um gemido de dor – Desculpa, amor. 
- Tudo bem mãe, mas o que aconteceu? Eu não me lembro de muita coisa.
- Você sofreu um acidente de carro há mais ou menos um mês - ela disse chorando, e eu a abracei. 
- Eu tô bem agora, mãe. 
- Graças a - ela disse. 
- O que a fez, mãe? E cadê ela que até agora não veio aqui? 
- Ela não pode vir, filho - ela disse triste e saiu - Eu vou chamar um médico.
Um tempo depois, o médico chegou e me levou pra fazer alguns exames, e me disse que eu tinha que ficar mais dois dias e então eu seria liberado para voltar para minha casa. 
Nesses dois dias, a garota que até então era minha namorada, não apareceu e eu estava extremamente nervoso e com muita raiva dela. O que podia ser mais importante pra ela do que eu? E o que mais me irritava, é que quando eu perguntava dela, minha mãe inventava uma desculpa qualquer e mudava de assunto. 
- Como é bom estar em casa - disse me jogando no sofá, minha mãe riu e se sentou no outro sofá. 
- Ai filho, você não sabe como é bom ter você em casa de novo – disse, me abraçando. 
- Mãe, eu vou tomar um banho e ir ver a , a gente tem que conversar – disse, me levantando. 
- Filho, é melhor você descansar, depois você vai lá - ela disse um pouco nervosa, e eu estranhei.
- Não mãe, eu já descansei demais, e eu quero saber por que ela não foi me ver. 
Cheguei a casa da e a Sra. Freud abriu a porta, e levou um pequeno susto quando me viu. 
- Shin, o que você está fazendo aqui? 
- É bom ver você também, Sra. Freud - disse sarcástico e ela suspirou alto. 
- Desculpa, Shin - ela me abraçou - É bom ver você, garoto – disse, me soltando. 
- Bom, Sra. Freud, eu posso falar com a ? - eu disse e ela suspirou alto. 
- Bom, a não tá aqui, ela teve que fazer uma viagem, e por isso não te visitou mais. Ela pediu pra eu entregar uma coisa pra você, vem comigo - ela fechou a porta e me puxou até o quarto da . 
Me sentei na cama dela e dei um sorriso ao sentir o perfume dela espalhado pelo quarto. A mãe dela foi até o guarda-roupas e voltou com uma carta na mão, eu franzi o cenho e peguei a carta. 
- A pediu pra eu te entregar isso. Bom, eu vou estar lá embaixo, qualquer coisa, ok? - ela me deu um beijo no rosto e saiu. 
Sentei com as costas na cabeceira da cama e abri a carta. 

Oi amor, tudo bem com você? E com a minha sogrinha linda? Ela ainda anda pegando muito no seu pé? Não briga com ela, é coisa de mãe mesmo. Bom, eu acho que te devo uma explicação por não ter ido ao hospital, né? Bom, deixa eu te contar uma coisa antes. Sabe amor, um dia você me fez uma pergunta, não sei se você se lembra, mass você me perguntou do que eu tinha medo, e bem, eu disse que não tinha medo de nada, mas o que você não sabe, foi que eu menti. Há algumas semanas atrás, eu recebi um telefonema numa madrugada e descobri que você tinha sofrido um acidente, e foi a pior dor que eu senti na vida, sabe? Ver você ali e não poder fazer nada, e eu estava com tanto medo, eu achei que um medo tão grande não pudesse existir, mas existe! Essas duas semanas foram as piores da minha vida, eu rezava todo dia pra você ficar bem, e então um dia eu cheguei no hospital e recebi uma notícia que acabou com meu mundo. O médico me disse que você tinha apenas mais 2 ou 3 dias de vida e sua única chance de sobreviver seria se você recebesse um transplante de coração. Eu fiquei louca e fui em todos os hospitais atrás de um coração pra você, mas eu não achei, então eu resolvi te dar o meu. Engraçado, pois ele sempre pertenceu a você mesmo, então nada mais certo do que dar ele a você. E por favor, não quero que você faça nenhuma bobeira, entendeu? Eu fiz isso porque eu te amo e nunca vou deixar de te amar. Amor, eu quero que você continue a sua vida, procure um novo amor. Eu sei, você deve achar que eu sou louca de mandar você procurar outra, mas a verdade é que eu fui só um capítulo da sua vida, um capítulo intenso, mas ainda assim, um capítulo. Já você amor, ah, você foi a minha história inteira, eu não quero que você se culpe pelo que aconteceu, ok? Eu fiz isso porque eu quis, não fui obrigada nem nada, daqui há alguns minutos esse coração que tá disparado no meu peito passará a bater no seu.
Olha amor, o meu tempo tá acabando, eu preciso ir, a cirurgia vai começar daqui a pouco. Então, quando você ler essa carta, é meio que óbvio que eu já vou ter ido. Enfim, cuida da minha mãe pra mim, ok? Se cuida, e não deixe de viver a sua vida, por favor. E cuida bem do nosso coração.
Nunca se esqueça...
I love you till the end ... 


Meu peito estava apertado e eu não conseguia respirar, como ela podia fazer aquilo comigo? Não, não, aquilo não podia ser verdade. Lágrimas e mais lágrimas escorriam pelo meu rosto. Me agarrei ao travesseiro dela, que ainda tinha aquele perfume que eu tanto amava, e chorei até não ter mais lágrimas. E dormi sentindo meu coração bater cada vez mais rápido. Ou melhor, o nosso coração. 

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